Concerto
Quarteto Stratus

Programa de concerto:
Mégané – Jan Huylebroek (12 min.)
I Toccata
II Koraal
Four Fancies – Gordon Jacob (6 min.)
I Prelude
II Gavotte
III Incantation
IV Folk Dance
Quarteto em Ré Maior – Wolfgang Mozart (15 min.)
I Allegro
II Adagio
III Rondo
Fantasia… sul linguaggio perduto – Marjan Mozetich (15 min.)

Tempo total aproximado – 50 minutos.

O Quarteto Stratus é um grupo formado em Antuérpia, em 2024, constituído por quatro jovens músicos portugueses – Hélio Santos (flauta), Sofia Ruivo (violino), Ana Seabra (viola) e Sofia Azevedo (violoncelo). Criado com a missão de explorar o repertório escrito para esta formação, o ensemble apresenta-se em concertos vibrantes e ecléticos, numa viagem que vai desde os compositores incontornáveis da história da música às obras dos nossos tempos.

HÉLIO SANTOS

Natural de Óbidos, Hélio Santos iniciou o seu percurso na Academia de Música.
Desenvolveu grande parte da sua formação na Metropolitana, onde frequentou a Escola Profissional e em 2023, concluiu a licenciatura na Academia Nacional Superior de Orquestra, sob a orientação do
professor Nuno Inácio.
Posteriormente, em 2025, terminou o mestrado no Royal Conservatory of Antwerp, na classe do professor Aldo Baerten, com alta distinção.

Durante o seu percurso, teve a honra de participar em masterclasses de professores de renome, tais como, Adriana Ferreira, Robert Winn, Emily Beynon, Gudrun Hinze, Stephanie Wagner, Katherine Rawdon, e de trabalhar com grandes maestros, incluindo, Johan de Meij, Emilio Pomàrico, Pedro Carneiro, Jean-Marc Buffin e Pedro Neves.
Desde 2021 que colabora com a Jovem Orquestra Portuguesa sob orientação do maestro Pedro Carneiro. Colabora também ocasionalmente com a Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Sinfónica de Loures, Orquestra Sinfónica Juvenil e em projetos da DHArtes e AREPO. Leciona ainda na Academia de Música de Óbidos e na Academia Sinfonias da Ericeira.

SOFIA FRANCO RUIVO

Sofia Franco Ruivo é uma jovem violinista fascinada pelo repertório orquestral e de música de câmara.
Colabora frequentemente com a Orquestra de Câmara Portuguesa e com a Orquestra Metropolitana de Lisboa e foi, durante vários anos, membro da Jovem Orquestra Portuguesa, com quem teve a oportunidade de se apresentar em diversos festivais como o Young Euro Classic na Kozerthaus de Berlim, o International Festival Vara Magica no Ateneu Romeno em Bucareste e o
Kultur Sommer Nord Hesse no Kongress Palais Kassel.
Ao longo do seu percurso, teve ainda a oportunidade de tocar sob a direção de maestros como Gustavo Dudamel (Orquestra del Encuentro 2021), Gábor Takács-Nagy (Orchestre de la HEM), Cristian Mandeal (Orchestra Română de Tineret) e Marc Piollet (Wiener Jeunesse Orchester).
Terminou, em 2022, o Mestrado na Haute École de Musique de Genève, onde estudou com Sasha Rozhdestvensky e integrou a classe de violino barroco de Florence Malgoire. Ao longo da sua formação, foi membro do Quatuor Niji, nas classes de Gabor Takács-Nagy e do Quatuor Voce, e do Trio Hodler, que estudou com Diana Ketler, Noémie Bialobroda e Nina Uhari. Enquanto elemento dos dois grupos, teve a oportunidade de usufruir dos conselhos de músicos como Ophélie Gaillard, Claire Désert, Luc-Marie Aguera e Bruno Giuranna.

ANA TERESA MACHADO SEABRA

Ana Teresa Machado Seabra iniciou os seus estudos musicais aos sete anos no Conservatório de Música de Paredes, começando pela trompa e, posteriormente, pelo piano, antes de se dedicar à viola, instrumento no qual se especializou. Prosseguiu a sua formação na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, na classe de Carla Marques, e atualmente frequenta o Mestrado em Música no Conservatório Real de Antuérpia, onde estudou com Leo De Neve e Mathis Rochat.
Como instrumentista, integrou diversas formações orquestrais de relevo, colaborando com maestros como Maxime Tortelier, Peter Askim, Cesário Costa, José Eduardo Gomes, Pedro Carneiro, Ernst Schelle, Korneel Bernolet, Stijn Saveniers e Jaume Santonja, entre outros. Paralelamente, participou em masterclasses com reconhecidos pedagogos internacionais, incluindo Rute Azevedo, Máté Szűcs, Francien Schatborn e Antoine Tamestit.
Mantém também uma forte ligação à música coral, sendo membro do coro feminino do Conservatório de Música de Paredes, com o qual desenvolveu intensa atividade artística. Neste contexto, destacou-se frequentemente como solista, participando em diversos concursos e festivais internacionais. Entre as distinções obtidas, destacam-se vários prémios em competições corais, incluindo primeiros lugares e prémios especiais, nomeadamente no festival Praga Cantat (2025), onde foi
também distinguida pelo seu desempenho enquanto solista.
A sua atividade artística combina a prática orquestral com a vertente vocal, revelando uma abordagem versátil e abrangente à performance musical.

SOFIA AZEVEDO

Natural de Vila Nova de Famalicão, Sofia Azevedo formou-se em 2021 na ARTAVE – Escola Profissional Artística do Vale do Ave, onde trabalhou junto da professora Petia Samardjieva e Katerina Mikusova.
Atualmente, estuda no Royal Conservatoire Antwerp, Bélgica, na classe do professor Olsi Leka, onde adquiriu a sua Licenciatura em 2024 e frequenta agora o programa de Mestrado, na vertente de Performance. No decorrer do seu percurso artístico, teve o prazer de receber formação de influentes nomes, tais como Paulo Gaio Lima, Miguel Rocha, Stefan Popov, Roel Dieltiens, Valentin Radutiu, Guy Danel e Raphael Bell; e trabalhar com grandes maestros a nível nacional e internacional, como Maxime Tortelier, Peter Askim, Cesário Costa, José Eduardo Gomes, Ernst Schelle, Pedro Carneiro, Korneel Bernolet, Gavin Sutherland, Osvaldo Ferreira, entre outros. Ditas oportunidades surgem de múltiplas colaborações com prezadas entidades, a salientar a Orquestra do Festival dos Dias da Música do CCB (13.° Edição, 2019), a Jovem Orquestra Portuguesa, a Mahler Student Festival Orchestra, Casco Phil, a Jovem Orquestra de Famalicão (de que é membro frequente desde 2019), OBV – Opera Ballet Vlaanderen, Orquestra AMASING, e mais recentemente a Orquestra Filarmónica Portuguesa, que comparticipa como bolseira da Orquestra Académica Filarmónica Portuguesa.