Programação Latitudes

Exposições
Latitudes
2026

Exposição Permanente
RUA DA FARMÁCIA

Óbidos, convite à viagem de Ana Rita Manique

O ponto de partida desta viagem, começa com uma caixa de aguarelas e um caderno. A artista, Ana Rita Manique, apresenta um conjunto de obras em aguarela da vila de Óbidos, originadas a partir do desenho in loco pela vila. O desenho é utilizado como ferramenta de contemplação, pois a prática requer uma atenção submersa no espaço envolvente, o que permite obter um conhecimento extra sensorial do local. A exposição é um convite à viagem pelos recantos e coordenadas ilustradas. É uma descoberta que se inicia fora das muralhas do castelo, ao vislumbrar o Santuário do Senhor da Pedra e percorrer os caminhos do Aqueduto, e que continua quando se entra pela porta da vila, ao seguir a aventura pelos cantos do castelo, pelas livrarias que se descobrem em igrejas, e, pelas vistas elevadas que as muralhas oferecem.

Exposição Permanente
RECEÇÃO DO HOTEL JOSEFA DE ÓBIDOS

09:30 às 13:00 | 14:00 às 17:30
MUSEU MUNICIPAL

09:30 às 13:00 e 14:00 às 20:00 | 18 de Abril: 09:30 às 22:00
GALERIA NOVAOGIVA

10:00 às 18:00
BIBLIOTECA MUNICIPAL DE ÓBIDOS – CASA JOSÉ SARAMAGO

Exposição Permanente
JOGO DA BOLA

Road Trip Literária João da Silva

A Road Trip Literária é uma iniciativa do escritor e cronista do PÚBLICO, João da Silva. Esta viagem pelo país – que já vai na quarta edição -, quis dar palco às bibliotecas e voz a quem nelas trabalha, promovendo a leitura, a cultura e o conhecimento, envolvendo as comunidades e os autores locais. Além disso, explora a identidade das regiões, as suas pessoas e modos de vida. A seleção presente nesta exposição mostra a diversidade do que tem sido este projeto nos últimos dois anos.

Exposição Permanente
PRAÇA DE SANTA MARIA

“Onde é Difícil Ficar”de João Porfírio

Ao longo dos últimos anos, o trabalho de João Porfírio tem sido uma insistência: estar onde é difícil ficar. Onde a história não começa nem acaba no instante em que é publicada, mas continua, lenta, dura, muitas vezes invisível.
Esta exposição reúne fragmentos desses lugares. Territórios marcados por guerra, deslocação e perda, mas também por uma estranha e persistente normalidade. Aqui, a destruição convive com o riso, o luto com o gesto quotidiano, o colapso com aquilo que teima em permanecer de pé.
Não são imagens confortáveis, nem procuram ser. Há nelas uma tensão constante entre o que queremos ver e aquilo que preferíamos evitar. Corpos, ruínas, silêncios e olhares que não pedem permissão. Porque há realidades que não se suavizam sem se perderem.
E, ainda assim, no meio dessa dureza, surgem momentos inesperados. Pequenos sinais de vida que recusam desaparecer.
Mais do que explicar, estas fotografias expõem. Mais do que contar, confrontam. E convidam o espectador a aproximar-se, não para compreender tudo, mas para não desviar o olhar.
Num contexto como o Latitudes – Literatura e Viajantes, onde a viagem se escreve em palavras, estas imagens propõem outra leitura, direta e sem tradução. Cada fotografia é um fragmento, uma história incompleta que exige tempo, atenção e, sobretudo, disponibilidade para permanecer.
Porque, no fim, viajar pode ser isso: aprender a ver.